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    Aloísio. "A finalíssima com o Sporting foi a mais especial"

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    Aloísio. "A finalíssima com o Sporting foi a mais especial"

    Mensagem por henrike em Dom Maio 22 2011, 05:27

    O eterno central marcou o penálti que deu a Taça de Portugal 93/94 ao FC
    Porto. Amanhã os dragões voltam ao Jamor para disputar mais uma com o
    V. Guimarães

    Aloísio com o liberiano George Weah na mítica vitória do FC Porto sobre o Milan (3-2), em Giuseppe

    Aloísio já tem mais 20 anos do que quando, em 1990, o FC Porto o comprou
    ao Barcelona. A aventura na Europa durava há dois anos e o central
    brasileiro, que começara a carreira de profissional no Internacional de
    Porto Alegre e dera nas vistas com a camisola da canarinha nos Jogos
    Olímpicos de Seul (1988), nunca se arrependeu de trocar a Catalunha pela
    Invicta. Chegou às Antas com 27 anos, hoje tem 47 e na voz o mesmo
    jeito sereno que mostrava no eixo da defesa. Depois de 11 anos como
    jogador dos dragões e mais umas seis épocas como treinador (adjunto e
    principal) em Portugal, há dois anos e meio decidiu fazer as malas para
    se readaptar à terra natal. "Com certeza, já me sentia mais português",
    confessa a partir da capital do Rio Grande do Sul. O estrangeiro com
    mais títulos conquistados em Portugal ganhou sete campeonatos, o mesmo
    número de supertaças e, no Jamor, levantou cinco taças de Portugal.
    Amanhã, no Estádio Nacional, o seu antigo clube volta a disputar mais
    uma final (com o V. Guimarães) e Aloísio não perde tempo. Assim que o
    telefonema do i toca em sua casa, o antigo capitão portista recua
    no tempo, dá uso à memória, que não falha, e recorda os "anos
    dourados", como gosta de chamar à sua história azul e branca.

    No
    domingo, o FC Porto joga mais uma final da Taça de Portugal e nós
    lembrámo-nos que o Aloísio levantou cinco. A primeira foi em 1991, num
    jogo com o Beira-Mar. Tem memórias desses jogos no Jamor?



    Essas finais são sempre muito emocionantes. Chegar a uma final no meu
    primeiro ano foi muito especial. Naquela época o Beira-Mar tinha uma
    excelente equipa e realmente deu-nos muito trabalho. Mas foi muito
    especial por ser o meu primeiro troféu com a camisola do FC Porto.

    Ganhou mais quatro finais, duas delas com o Sporting e outras com o Sp. Braga e com o Marítimo.

    Mas a finalíssima com o Sporting foi a mais especial.

    Depois da final, nessa finalíssima houve prolongamento.

    Sim, nós ganhámos 2-1 e fui eu que marquei o penálti. Foi um jogo de muita qualidade.

    Quem era o guarda-redes do Sporting nessa altura?

    Se a memória não me falha, o guarda- -redes deles era o Lemajic.

    E lembra-se como é que marcou esse penálti?

    Ahahaha. Lembro-me. Ele era muito alto, acho que o Lemajic tinha um
    metro e noventa e quatro e enchia muito a baliza, era complicado marcar.
    Mas foi um remate colocado, como eu batia, assim para o canto. Foi uma
    vitória muito emocionante pelo que aconteceu no jogo e muito marcante
    para mim. Depois, contra o Sp. Braga foi um jogo com muitos golos e, se
    não me falha a memória, foram todos golos de brasileiros: o meu, o do
    Jardel, o do Artur e o do Sílvio, que era um avançado do Sp. Braga.

    A sua memória não falha. Também se lembra desse golo ao Sp. Braga?

    Foi de cabeça, foi logo o primeiro do jogo, o 1-0.

    Olhando para o FC Porto de hoje e pensando no jogo de domingo, como é que antevê esta final com o V. Guimarães?

    São dois grandes candidatos, porque o V. Guimarães também tem tradição
    na Taça de Portugal, é um grande clube de Portugal e está na final por
    mérito próprio. Quanto ao FC Porto, podemos dizer que é normal, é sempre
    candidato. Mas acho que pode ser um jogo equilibrado e uma grande
    final.

    Depois da final da Liga Europa, acha que o FC Porto jogará com uma atitude mais descontraída?

    É importante que os jogadores estejam sempre centrados na competição. É
    uma final e com certeza vão querer ganhar. Acredito que o pensamento do
    treinador e da direcção do FC Porto é poder ganhar o máximo de títulos
    este ano.

    Por falar neste ano, como é que viu esta época com um FC Porto imbatível e logo na estreia de André Villas-Boas?

    O trabalho do André é excelente, quase perfeito, sobretudo por ser tão
    novo. Quando o seu nome foi lançado para ser treinador causou muita
    surpresa por ser um técnico jovem e pela curta carreira. Mas o FC Porto
    confiou nele e ele está a mostrar que tinham razão. Eu conheço o André
    desde a época em que trabalhei com o Mourinho.

    Pois, chegou a cruzar-se profissionalmente com André-Villas Boas.

    Sim, trabalhámos juntos.

    Ele era o observador da equipa em 2003/04.

    Era, trabalhava na parte técnica, e sempre desejou ser treinador de
    futebol. Hoje está no FC Porto e é um grande campeão. Quatro títulos
    numa época seria fantástico para um treinador com uma carreira tão
    curta.

    Ainda fala com ele?

    Na verdade, mando mais mensagens do que falo por telefone.

    E deu-lhe os parabéns?

    Sim, claro, e desejei-lhe boa sorte para a final da Liga Europa, com o
    Sp. Braga do Domingos, que é outro grande amigo e treinador.

    Já está no Brasil há quanto tempo?

    Estou a viver em Porto Alegre há dois anos e meio.

    O Aloísio é o estrangeiro com mais títulos no futebol português. Onze anos no FC Porto e 19 troféus foi obra.

    É verdade. Foram anos dourados, de grandes alegrias, e eu costumo
    lembrá--los. Aqui as pessoas também me perguntam muitas vezes como foi
    possível ter ficado tanto tempo num clube. Eu tive a felicidade de pegar
    grandes treinadores e jogadores. Acho que a história do FC Porto é
    bonita nesse sentido, não só eu mas todos os estrangeiros que passaram
    pelo clube tiveram sucesso. Sinto-me muito feliz e orgulhoso por ter
    vestido a camisola durante 11 anos e por ter deixado a minha marca.

    Quando chegou, vindo do Barcelona, a sua vontade era mesmo ficar por cá?

    Eu tinha mais dois anos de contrato com o Barcelona quando surgiu a
    hipótese de vir para o FC Porto. Acabei por vir em definitivo e não
    emprestado. Mas não hesitei, porque depois de dois anos no Barcelona
    tinha a oportunidade de dar continuidade à minha carreira e ganhar
    títulos. Costumo dizer que não me arrependo de ter tomado essa decisão
    naquela época.

    Demorou pouco tempo até se sentir um portista?

    A adaptação foi muito fácil, acho que hoje ainda é assim, eles acolhem muito bem os estrangeiros.

    Também não demorou muito até ganhar o primeiro campeonato, foi logo assim que chegou.

    Quando eu cheguei ao Barcelona tinha vindo dos Jogos Olímpicos de Seul e
    eles já tinham feito três ou quatro jogos. Passámos uma fase do
    campeonato no primeiro lugar, mas o Real Madrid é que acabou por ser
    campeão. Como não consegui ser campeão espanhol - só ganhei a Taça das
    Taças e uma Taça do Rei -, tinha sede de ganhar um título nacional e o
    primeiro no FC Porto foi uma enorme alegria.

    De todos os títulos, esse foi o que lhe deu mais gozo?

    Isso não é fácil, foram bastantes e cada um com um gosto diferente.
    Queríamos ser campeões todos os anos. Mas eu coloco o pentacampeonato
    acima de todos, acho que foi o que deu mais gozo, pela sequência de
    títulos.

    O Aloísio foi o jogador mais utilizado ao longo desses cinco anos. Tudo começou com Bobby Robson.

    Guardo grandes recordações dele, foi um grande treinador. Pelo seu lado
    humano, era uma pessoa espectacular, conseguia como ninguém administrar
    o plantel, mesmo os jogadores que não jogavam e não eram convocados
    andavam com um sorriso na boca. A forma como ele comunicava com o grupo
    era especial e foi uma personalidade que marcou a minha carreira.

    Partilhou alguma história especial com ele?

    Ele tinha umas frases muito engraçadas, era muito espontâneo. Houve uma
    fase em que o plantel era muito forte e competitivo e havia jogadores
    que não tinham muita hipótese nem de jogar nem de ser convocados. O
    Jorge Couto, que treinava muito mas com o Domingos e o Kostadinov, não
    tinha hipóteses, não via o nome na convocatória e ficava muito chateado.
    Numa das vezes em que ele estava cabisbaixo, o Bobby Robson estava no
    vestiário, pôs-lhe a mão no ombro e falou assim: "Grande Jorge Couto,
    grande jogador, muito profissional, para a semana há mais." O Jorge
    estava muito chateado mas deu uma grande risada.

    Quando se despediu do FC Porto já tinha 37 anos, mas teve convites para continuar a jogar. Não quis mais?

    Tinha vontade de jogar mais um ano. Mas também sabia da realidade e
    estava numa fase em que tinha de tomar uma decisão. Tive uma proposta da
    presidência, o Octávio [Machado] queria que eu fosse auxiliar e havia
    jovens talentos à procura do seu lugar. Saí por cima e assumi o cargo de
    auxiliar.

    Em 11 anos, qual foi o maior amigo que fez no FC Porto?

    O Kostadinov é uma pessoa que, embora já não mantenha contacto, ficou
    gravada por uma relação muito boa. O Grzegorz Mielcarski também é uma
    pessoa muito querida. Depois, o João Pinto, o Rui Barros, o Folha, o
    Jorge Couto, o Fernando Couto, o Domingos, o André. Era aquela turma... E
    o Jorge Costa! O Jorge foi a pessoa com que criei mais amizade, porque
    jogámos muito tempo juntos.

    Não era só uma relação entre centrais.

    O Jorge é um grande coração, tem uma família muito bonita e sempre o
    admirei pela forma como está no futebol. Sei que não está a trabalhar
    mais, mas estou sempre torcendo por ele. O Domingos também foi um grande
    amigo, vi os seus filhos crescerem.

    E os seus filhos também nasceram cá?

    Sim, os nossos filhos brincaram juntos. Eu tenho um rapaz com 15 anos,
    uma rapariga com 20 e o mais velho com 25, que vive em Portugal.

    Como é que se sentiu depois no papel de treinador?

    Aprendi muitas coisas e passei a ver o futebol de uma forma diferente.
    Com o Zé [Mourinho] aprendi muito e o que não consegui como atleta
    consegui depois como treinador: ganhar a Taça UEFA, a Champions e ser
    campeão do mundo.

    Depois das experiências em Portugal, o que tem feito nos últimos tempos?

    Quando regressei ao Brasil a minha intenção era ficar um ano sem fazer
    nada. Passei por uma readaptação depois de tanto tempo fora e o meu
    objectivo era treinar. Aceitei um convite para ir trabalhar no Caxias,
    um clube da serra gaúcha, e fiquei lá dois meses e meio como auxiliar de
    um amigo. O projecto não deu certo, saí e vai fazer agora ano e meio
    que estou no Porto Alegre Futebol Clube, da primeira divisão do Sul, na
    capital Porto Alegre. O presidente do clube é o Assis Moreira, o irmão
    do Ronaldinho Gaúcho, e eu tenho uma função de manager, de gerente do
    futebol.

    Fala numa readaptação ao Brasil. Já se sentia mais português?

    Com certeza, já me sentia mais português. Estive 20 anos fora e até o sotaque vinha mais carregado.

    Nunca mais voltou a Portugal?

    Duas vezes, e estou a pensar ir outra vez.

    Hoje, FC Porto-V. Guimarães às 17h00,

    na SportTV1


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